O HOMEM QUE DESENHAVA MORTOS.
por MAICON APARECIDO DO NASCIMENTO
O Homem que Desenhava Mortos
San Francisco, início dos anos 1970.
Sob a neblina da cidade, homens desaparecem sem deixar vestígios. Corpos são encontrados tarde demais, investigações terminam cedo demais e certos nomes parecem destinados ao esquecimento. Para a polícia, muitos daqueles casos pertencem apenas às sombras da noite. Mortos pequenos. Vidas descartáveis.
Gabriel Varella, um professor brasileiro vivendo entre o exílio e a solidão, acaba envolvido nesse universo ao cruzar o caminho do Blue Lantern, um bar decadente frequentado por músicos, sobreviventes, jornalistas, policiais cansados e homens que aprenderam a existir à margem da cidade oficial.
Mas tudo muda quando surge Elliot Crane — um artista enigmático e perturbador que desenha rostos de homens mortos antes mesmo que suas histórias sejam conhecidas.
À medida que Gabriel mergulha nos arquivos esquecidos de San Francisco, o romance revela uma rede de silêncio envolvendo violência, desejo, poder e instituições que transformaram desaparecimentos em rotina conveniente. Entre bares esfumaçados, cartas ocultas, músicas atravessadas pela madrugada e memórias que insistem em sobreviver, O Homem que Desenhava Mortos constrói uma narrativa noir profundamente humana sobre culpa, memória e apagamento.
Mais do que descobrir quem matou, este romance pergunta:
quem teve o direito de ser lembrado?
Sombrio, elegante e emocionalmente devastador, O Homem que Desenhava Mortos é um thriller literário sobre os nomes que a cidade tentou apagar — e sobre aqueles que decidiram não deixá-los desaparecer outra vez.
2 leitores amaram este livro